Foram desenvolvidas atividades para reduzir o impacto da epidemia de HIV. Nesta seção nós descrevemos as diferentes respostas que têm como objetivo reduzir o impacto da HIV/aids sobre as sociedades, famílias e indivíduos.
Manter a saúde vivendo com HIV
O primeiro aspecto importante para reduzir o impacto da infecção de HIV é manter a saúde das pessoas infectadas tanto tempo quanto possível. É possível por meio de: tratamento antirretroviral, uma dieta saudável, e tratamento de infecções oportunistas. Às vezes pode ser necessário expandir os serviços de cuidados de saúde, aumentar o acesso a facilidades de consulta e testes, e aumentar o acesso a cuidados e tratamento. O impacto da aids também poder ser reduzido usando programas de controle de malária e tuberculose, que são relativamente baratos, bem como o diagnóstico e tratamento de doenças sexualmente transmitidas (Stillwagon, 2005).
Proteger a renda e o nível de vida
Não são só os pobres que são os mais afetados pelo HIV/aids, viver com HIV também é muito caro. Muitas vezes, as pessoas perdem o emprego o trabalham menos horas por causa da doença. Muitos serviços de saúde são pagos. Portanto, programas de bem-estar e esquemas de transferência pagamento são respostas comuns à epidemia. Exemplos são: subsídios para comprar alimentos, apoio para crianças e órfãos, esquemas públicos de emprego, sistemas estatais de aposentadoria e microfinanciamento. No futuro, esse tipo de respostas se tornarão ainda mais importantes.
Cuidados e apoio para órfãos e crianças vulneráveis
Com o crescimento da epidemia, milhões de crianças já são ou serão órfãos. Muitos mais serão afetados pelo HIV/aids, de um jeito ou de outro. Em 2004, a UNICEF/UNAIDS desenvolveu a seguinte estratégia como resposta ao problema sério que encaram as crianças:
- Dar apoio econômico, psicossocial e de outro tipo para fortalecer as capacidades das famílias
- Mobilizar e apoiar respostas baseadas na comunidade (os cuidados baseados na comunidades são preferíveis à internação por longo prazo em instituições como orfanatos)
- Assegurar o acesso a serviços essenciais, especialmente para esse grupo
- Assegurar a proteção nacional da criança pela melhoria das políticas e da legislação
- Conscientização e criação de um ambiente que dê apoio às crianças e famílias afetadas pelo HIV
Um dos projetos de desenvolvimento da STOP AIDS NOW! é o dedicado aos órfãos e crianças vulneráveis. Na seção 'O nosso Trabalho' há mais informação sobre o projeto e o tema em geral.
Preservar a capacidade do setor de saúde
Em muitos países, o setor da saúde é ameaçado, não somente por causa do HIV e da aids, mas também por causa de muitos outros problemas. Um problema é a chamada ‘fuga de cérebros’ — médicos e enfermeiras que saem do país para trabalhar em países industrializados. A África Subsahariana tem menos de 10% dos profissionais de saúde per capita em relação à Europa. Para reduzir o impacto do HIV e da aids, os países de baixa renda e renda meia baixa com a epidemia devem capacitar os trabalhadores da saúde. Além da capacitação, os governos devem estudar as causas da fuga de cérebros, por exemplo, os níveis salariais e outras condições de trabalho. No futuro, serão necessários mais programas para estimular a troca de conhecimentos entre trabalhadores da saúde. Também existe uma necessidade urgente de financiar e melhorar os serviços de saúde.
Educação
As pesquisas mostram que as crianças que são atendidas por um programa escolar têm menos probabilidades de serem infectadas pelo HIV. Tanto os sistemas de escola primária, como o nível secundário fornecem uma oportunidade ideal de lidar com o HIV. A comunidade internacional criou algumas respostas, por exemplo, a iniciativa Education for All – Fast Track, que foi lançada em 2002. O objetivo principal dessas iniciativas é assegurar uma educação primária de boa qualidade para todos.
Mundo de trabalho
O HIV/aids pode ter um efeito desastroso sobre a situação econômica em países onde a epidemia prevalece. A oferta de cuidados e tratamento no local de trabalho não só salva vidas, mas também mantém a produção da empresa. Pode ser visto recentemente uma mudança ao invés de desenvolver programas específicos relacionados com o HIV, integram-se atividades no local de trabalho para reduzir o impacto do HIV e aids para empregados, a curto e longo prazo. Esses projetos chamados de mainstreaming são prometedores.
Ação contra o estigma e a discriminação
O estigma e a discriminação fazem parte da vida diária de muitas pessoas vivendo com HIV. A maior parte das intervenções que tratam esse tema com o público em geral foram implementadas e avaliadas nos países industrializados. É necessário realizar mais pesquisas para estudar os efeitos desses programas, especialmente, nos países do Sul. Necessita-se uma legislação progressista para combater os atos de discriminação contra pessoas vivendo HIV e aids.